terça-feira, 21 de outubro de 2008

Para Entender a Crise Americana e Mundial


*A CRISE DA ECONOMIA AMERICANA*


Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares financiado em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares. Aí, um banco perguntou pro Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares.

Super valorização imobiliária - Quem não quer dinheiro fácil?

 Com os 800.000 dólares, Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou 3 casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares que Paul recebeu do banco, ele se comprometeu: comprou carro novo (alemão) pra ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou tv de plasma de 63 polegadas, 43 notebooks, 1634 cuecas. Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito.  
 
  
 
-Tv de Plasma, carro, notebook e 1634 cuecas??


Em agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez... 
O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil... Parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós fixadas) e o Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre.
Milhões tiveram a mesma idéia do Paul. Tinha casa pra vender como nunca.  Paul foi agüentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das 3 casas que ele comprou, como milhões de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, as das cuecas, dos notebooks, da tv de plasma e do cartão de crédito.  
Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as 3 casas mas, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul se danou. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das 3 casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul.  
Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as 3 casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir...
Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseado nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a inadimplência dos Pauls esses títulos começaram a valer pó. Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos.
 Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel... Preço que despencou. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores.
Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A inadimplência dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou.
Com a inadimplência dos milhões de Pauls, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado.
O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, pára de consumir.  
O FED começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários. O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo porém essas ações levam meses para surtir efeitos práticos. Essas ações foram corretas e, até agora não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão.  
 O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas. Até que na semana passada o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, na segunda feira última, quebrado, insolvente.
No domingo o FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por 2 dólares por ação. Há um ano elas valiam 160 dólares. Durante esta semana dezenas de boatos voltaram a acontecer sobre quebra de bancos. A bola da vez seria o Lehman Brothers, um bancão. O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera na próxima segunda-feira.
O que começou com o Paul hoje afeta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo dirá.
Taison Trindade do Canto
*GKN> DRIVELINE
Machine Rebuilding Depart.
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Essa é a versão "bonzinha" da história porque na realidade a crise também ocorreu por culpa do subprime e dos títulos hipotecários e ações (dinheiro virtual) feitos pelos bancos para aumentar seus lucros.
Para saber mais clique aqui.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Mega Cidades

É show a série de reportagens do Estadao sobre as Metrópoles mundanas. Até agora só li sobre a Cidade do México. É fantástico poder conferir o habitat de milhões de pessoas e ver do que elas estão abrindo mão para morar nesses locais.

Confira clicando aqui.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Dinheiro pode ajudar a comprar felicidade, diz estudo

Segundo o NY Times, fato é que o crescimento econômico não enriquece apenas em questões materiais

David Leonhardt, The New York Times

NOVA YORK - No rescaldo da Segunda Guerra Mundial, a economia japonesa passou por um dos maiores crescimentos que o mundo já presenciou. De 1950 a 1970, a produção econômica per-capta cresceu mais de sete vezes. O Japão, em apenas algumas décadas, se rescontruiu, passando de um país destruído pela guerra a uma das nações mais ricas do mundo.

Ainda assim, estranhamente, os cidadãos japoneses não pareciam ficar satisfeitos com suas vidas. De acordo com uma pesquisa, a porcentagem de pessoas que deram a resposta mais possitiva possível a respeito de seu nível de satisfação com a vida caiu, do final dos anos 1950 ao início dos 1970. Eles estavam mais ricos, mas, aparentemente, não mais felizes.

- Dinheiro não é tudo!

Esse contraste se tornou o exemplo mais famoso de uma teoria conhecida como paradoxo de Easterlin. Em 1974, um economista da Universidade da Pennsylvania chamado Richard Easterlin publicou um estudo no qual argumentava que crescimento econômico não levava, necessariamente, a uma maior satisfação.

Pessoas em países pobres, não surpreeendentemente, realmente mostravam-se mais felizes quando conseguiam arcar com suas necessidades mais básicas. Mas, além disso, ganhos maiores simplesmente pareciam voltar o resultado positivo ao zero. Para colocar em termos atuais, ter um iPod não o torna mais feliz, porque você vai querer agora um iPod Touch. A renda relativa - isto é, o quanto você ganha comparativamente às outras pessoas ao seu redor - importava muito mais que a renda absoluta, disse Easterlin.

-Quero um i-Pod Touch!

-Eu uma privada...


O paradoxo de Easterlin rapidamente se tornou um clássico das ciências sociais, citado em jornais acadêmicos e na mídia popular. Ele tocou em um instinto humano quase-espiritual de acreditar que dinheiro não pode comprar felicidade. Como disse o Financial Times em 2006, "Os hippies estavam certo todo o tempo a respeito da felicidade."

-Eu já sabia!

Mas agora o paradoxo de Easterlin está sendo atacado. Semana passada, na Brookings Institution em Washington, dois jovens economistas - da Universidade de Pennsylvania - apresentaram um trabalho que refuta o paradoxo, o que rapidamente capturou a atenção de grandes economistas do mundo. Isso levou também a uma espirituosa resposta de Easterlin.

No trabalho, Betsey Stevenson e Justin Wolfers argumentam que o dinheiro realmente tende a trazer felicidade, mesmo que não seja uma garantia disso. Eles apontam que, nos 30 anos desde a publicação do trabalho de Easterlin, uma explosão de pesquisas de opinião permitiu um olhar mais claro da questão. "A mensagem central é que a renda importa sim", disse Stevenson.

Assim como o paradoxo de Easterlin reconhece, que a renda relativa é muito importante. Aproximadamente 90% dos americanos que vivem em lares com renda de pelo menos US$ 250 mil por ano (R$ 418 mil) se classificaram como "muito felizes" em uma pesquisa recente do Gallup. Em lares com renda abaixo de US$ 30 mil (R$ 50 mil), apenas 42% deram a mesma resposta.

Entretanto, Stevenson e Wolfers alegam que a renda absoluta é tão importante quanto a relativa. Pesquisas feitas pelo Gallup ao redor do mundo mostram que a satisfação é mais alta em países ricos. Os moradores desses países parecem entender que estão em uma situação muito boa, tenham, ou não, um iPod Touch.

Até a anomalia japonesa não é bem o que pareceu ser de início. Stevenson e Wolfers procuraram entre as antigas pesquisas do governo e descobriram que a pergunta mudou através do dos anos.

No final dos anos 1950 e início dos 1960, a resposta mais positiva que os participantes da pesquisa ofereceram foi "embora eu não esteja completamente satisfeito, eu estou, no geral, satisfeito com a vida agora." (Você pode imaginar uma pesquisa americana que ofereça essa opção?) Mas em 1964, a resposta mais positiva recebida foi "completamente satisfeito."

Não é surpresa, então, que a porcentagem de pessoas que deram essa resposta caiu. Quando você olha apenas para os anos em que a pergunta permaneceu a mesma, a parcela de pessoas se denominando "satisfeitas" ou "completamente satisfeitas" realmente cresceu.

-Ufa! Agora posso ser feliz!

Para colocar a pesquisa em contexto, chamamos Daniel Kahneman, um pscicólogo de Princeton que dividiu o Nobel de economia em 2002. Ele passou sua carreira criticando economistas por sua crença de que dinheiro é tudo, e já escreveu sobre o "moinho de aspirações" no âmago do paradoxo de Easterlin.

Mas Kahneman achou o trabalho de Stevenson-Wolfers "bastante atraente." Acrescentou que "há uma ampla quantidade de evidências de que o paradoxo de Easterlin pode não existir."

Então ligamos para Easterlin, que agora esta na Universidade de do Sul da Califórnia e que recebeu uma cópia do trabalho de Stevenson e Wolfers. Ele concordou que pessoas em países mais ricos são mais satisfeitas. Mas é cético quanto à riqueza causar o nível elevado de satisfação. Os resultados poderiam refletir, de outra maneira, diferenças culturais em como as pessoas respondem a perguntas de questionários, disse.

Ele seria mais persuadido, continuou, se a satisfação tivesse claramente subido em cada um dos países a medida que eles enriqueciam. Em alguns, isso aconteceu. Mas em outros - notavelmente os Estados Unidos e a China - isso não aconteceu.

"Todos querem provar que o paradoxo de Easterlin não se mantém", ele disse. "E eu estou perfeitamente disposto a acreditar que isso seja verdade. Mas gostaria de ver uma análise que mostre isso claramente." Ele disse que gostou de Stevenson e Wolfers pessoalmente, mas acha que eles "publicaram um rascunho, sem edidencias suficientes."

Eles, por sua vez, reconhecem que os dados em países individuais ao longo do tempo está bagunçado. Mas notaram que a satisfação subiu em 7 de 10 países europeus nos quais há pesquisas desde 1970. Ela também cresceu no Japão. E uma boa razão para ela não ter crescido nos Estados Unidos é que o pagamento por hora da maior parte dos trabalhadores não cresceu muito, recentemente.

"As evidências no tempo são frágeis", disse Wolfers. "Mas são mais consistentes com a nossa história que com a dele."

Então, onde isso tudo nos deixa?

Crescimento economico, sozinho, certamente não é garantia suficiente para o bem estar das pessoas - o que é a grande contribuição de Easterlin para a economia. Nos Estados Unidos , por exemplo, alguns grandes problemas de cuidados com a saúde, como tratamento básico de doenças do coração, ressentem a falta de recursos. Pesquisas recentes também encontraram que algumas das coisas que fazem as pessoas mais felizes - pequenos trajetos para o trabalho, tempo gasto com amigos - têm pouco a ver com grandes rendas.

Mas seria um erro levar esse argumento longe demais. O fato continua que o crescimento econômico não enriquece países apenas em questões materiais superficiais.

Crescimento econômico também pode pagar por investimentos científicos que levam a vidas longas, e mais saudáveis. Ele pode permitir que pessoas possam pagar por viagens para ver parentes que eles não vêem há anos ou ver lugares que nunca conheceram. Quando você é mais rico, você pode decidir trabalhar menos - e passar mais tempo com seus amigos.

Afluência é um bom negócio. As pessoas do mundo parecem concordar. Num momento em que a economia americana parece ter caído em uma recessão e a renda da maior parte das famílias estão estagnadas por mais de uma década, é bom nos lembrarmos do porquê devemos nos importar.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

A Google vai Dominar o Mundo 2

O Google ainda é a marca mais poderosa do planeta, com valor estimado de US$ 86,057 bilhões, avanço de 30% em relação ao valor apurado no ano passado. O dado consta do levantamento Brandz, que lista as 100 marcas mais poderosas do mundo e foi divulgado hoje pela consultoria Millward Brown. Apesar de ressaltar a força dos Brics (grupo de países emergentes composto por Brasil, Rússia, China e Índia), o ranking anual não trouxe nenhuma marca brasileira.


No levantamento - que colocou a General Eletric (US$ 71,379 bilhões), como segunda colocada, e a Microsoft (US$ 70,887 bilhões), como terceira - a consultoria apontou marcas como Brahma, Petrobras e Bradesco como futuras candidatas do Brasil a entrar na lista das 100 mais poderosas.

Com o valor combinado, as 100 marcas da lista Brandz valem US$ 1,94 trilhão, ante um valor de US$ 1,6 trilhão em 2007, o que representa um aumento de 21% de um ano para o outro.

Os destaques individuais da lista foram, segundo a consultoria, a Apple, que adicionou US$ 30 bilhões ao seu valor de mercado, e a Blackberry, que teve valorização de sua marca em 390% e agora é a 51ª no ranking.

Outro destaque dado pela Millward Brown foi para o setor de tecnologia e de telecomunicações, que já representam 28 das marcas presentes na relação. Nesse segmento, as operadoras de telefonia móvel foram as que mais tiveram valorização, aumentando seu valor de marca em 35% do ano passado para cá.


Ficou com "medinho"? -Procura no Google então!


Nas dez primeiras posições, a lista é completada por Coca-Cola (US$ 58,208 bilhões), China Mobile (US$ 57,225 bilhões), IBM (US$ 55,335 bilhões), Apple (US$ 55,206 bilhões), McDonald's (US$ 49,499 bilhões), Nokia (US$ 43,975 bilhões) e Marlboro (US$ 37,324 bilhões).

Fonte:???

domingo, 20 de abril de 2008

Muito legal, tive que linkar! Afinal fala-se muito nesse país agora com as olimpíadas e todo aquele problema com o Tibet.

20 Curiosidades sobre a China

Xixi na rua, fralda pra adulto - eca!!!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Lixo...

Ultimamente tenho visto muitas reportagens sobre o lixo espacial. É impressionante a quantidade de lixo que orbita sobre nossas cabeças. No mês passado uma reportagem da Rede Globo mostrou o que seria um pedaço de um satélite, que teria caído próximo à uma casa na zona rural de um pequeno município.


Puf.. na cabeça - imagina!


Ontem o Globo On-line publicou em seu site uma reportagem da BBC Brasil, em que fotos demonstram a quantidade de lixo espacial. Confira aqui.

Os objetos foram ampliados.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Experiências Físicas e o Fim do Mundo

Cientistas querem proibir simulação do 'Big Bang'

Pesquisadores entraram com processo para barrar teste porque acham que experimentos podem ser fatais

Jamil Chade - O Estado de S. Paulo

GENEBRA - Cientistas abrem um processo contra o maior laboratório de física do mundo para evitar, segundo eles, o fim do mundo. Em Genebra, o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN) irá promover em julho a maior experiência da física nas últimas décadas, fazendo com que dois átomos se choquem em uma alta velocidade e permitindo, assim, o estudo de como teria sido o "Big Bang".

A reportagem do Estado teve acesso ao túnel de US$ 8 bilhões criado pelos engenheiros para permitir que o acelerador gigante de partículas seja instalado. O CERN garante que não existem riscos. Mas, na corte federal do Havaí, os cientistas Walter Wagner e Luis Sancho alertam que o choque de protons poderia produzir um buraco negro ou algo que acabaria engolindo a terra.


O processo também acusa o laboratório na fronteira entre a Suíça e a França de não ter feito os estudos ambientais necessários e que as consequèncias do teste poderiam ser fatais. O teste está marcado para meados do ano, depois de vários atrasos e mais de 14 anos de estudos com cientistas de todo o mundo, inclusive brasileiros.

A idéia é estudar a criação de energia no segundo seguinte ao "Big Bang", além do impacto que o fenômeno teve sobre a vida no universo. A esperança dos cientistas é de que se possa entender melhor como a vida foi criada. Para gerar a velocidade necessária, os cientistas criaram um tunel gigante subterraneo ao redor de Genebra e passando pelo território francês.

O CERN garante que os riscos não existem e que o processo não faz qualquer sentido. Mas a esperança dos cientistas é de que a corte americana dé uma ordem para que os testes sejam cancelados até que fique comprovado sua segurança. O Departamento de Energia dos Estados Unidos, que também fará parte dos testes, é um dos acusados no processo.

Uma audiência em Honolulu está marcada para o dia 16 de junho, poucas semanas antes do teste. A rigor, o CERN não precisaria estar presente, já que não responde à Justiça americana. Em Genebra, os diretores da entidade intergovernamental ironizam o processo. Mas o problema é que o governo dos Estados Unidos é um dos principais atores no projeto e, se a corte tomar uma decisão a favor dos cientistas, Washington teria de reavaliar sua participação. Na prática, o caso poderia atrasar mais uma vez os testes.

A assessoria de imprensa do CERN afirmou não ter entendido o motivo do processo nessa fase do projeto. "Não há nada de novo para que se conclua que o acelerador não seja seguro", afirmou James Gillies, porta-voz do laboratório. Na próxima semana, o laboratório promete divulgar seu terceiro e último relatório sobre a segurança do teste. Nos dois primeiros, o Cern garante ficou confirmado que não há riscos nem para Genebra, França ou para o mundo. Mesmo assim, o centro de pesquisas decidiu criar mais um grupo de trabalho para avaliar o caso. Um relatório teria de ser apresentado há dois meses. Mas até agora nada foi divulgado.

(Colado de http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid148722,0.htm)

Se o mundo acabar assim alguém vai ter consciência disso? Ai que meeedo!


quarta-feira, 19 de março de 2008

Elevação do nível do mar seria maior se não fossem as represas

Agência FAPESP
18/03/2008
Elevação do nível do mar seria maior se não fossem as represas


O nível do mar em todo o mundo tem subido constantemente nos últimos 80 anos. Isso é o que se sabe. Agora, um novo estudo aponta que o impacto do derretimento de geleiras é ainda pior do que se suspeitava.

Água represada não vai para o mar

A pesquisa foi atrás de um indicador que não se havia levado em conta: o volume de água represada artificialmente. O resultado indica para uma influência ainda maior do aquecimento global no derretimento polar. O estudo foi publicado nesta quinta-feira (13/3) no site da revista Science.

A elevação total no nível do mar no último século se deveu principalmente à combinação da expansão em volume da água nos oceanos e do derretimento de gelo em glaciares na Antártica e na Groenlândia, os dois fatores promovidos pelo aquecimento global.

Subtrair o efeito da expansão termal do aumento observável no nível do mar deveria dar uma boa estimativa da taxa de derretimento do gelo, mas essa equação deixa de fora um fator importante: a quantidade de água aprisionada em reservatórios. O novo estudo fecha essa lacuna.

30 mil represas

Benjamin Chao e colegas da Faculdade de Ciências da Terra da Universidade Central Nacional de Taiwan fizeram uma extensa análise do aprisionamento de água promovido pelo homem. Os cientistas calcularam o volume de água represado artificialmente desde 1900, em quase 30 mil reservatórios com capacidade nominal conhecida.

O resultado é o impressionante total de 10,8 mil quilômetros cúbicos, suficientes para reduzir a magnitude do nível global do mar em 3 centímetros.

Nos últimos 50 anos, pós-Segunda Guerra Mundial, quando aumentou grandemente o número de reservatórios, o estudo calculou a diminuição no nível global do mar em uma média de 0,55 milímetro por ano - estima-se que o aumento no nível global do mar tenha sido de cerca de 18 centímetros no século 20.

Impacto do aquecimento global

A conclusão é simples: se os reservatórios baixaram o nível do mar, a elevação promovida pelo derretimento de gelo no planeta foi maior do que se imaginava. Ou seja, o impacto do aquecimento global tem uma relevância ainda maior.

O artigo Impact of artificial reservoir water impoundment on global sea level, de Benjamin Chao e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.


Bibliografia:
Impact of artificial reservoir water impoundment on global sea level
B. F. Chao, Y. H. Wu, Y. S. Li
Science
March 13, 2008
Vol.: Published Online
DOI: 10.1126/science.1154580

Xará: Meus Parabéns!

É, hoje é meu aniversário! 19/03. Também comemora mais 1 ano meu amigo xará Corcini.

Mas, qual a origem da palavra xará? Fiz uma busca no google e consegui um resultado satisfatório que passo a postar:

Por que se diz "xará" para quem tem o mesmo nome?
Se, pela pronúncia, você está desconfiado de que a palavra surgiu de alguma expressão indígena, acertou. Ela tem origem na palavra sa rara, um derivado de se rera; aquele que tem meu nome', em tupi, diz o etimologista Cláudio Moreno, colunista da revista Mundo Estranho. O escritor gaúcho Deonísio da Silva, autor do livro A Vida Íntima das Palavras, lembra que, no sul do país, usa-se também a palavra tocaio com o mesmo significado. Vem do espanhol tocayo que, por sua vez, tem origem na frase ritual latina que a noiva dizia ao noivo no Direito romano, quando a comitiva nupcial vinha buscá-la em casa: Ubi; tu Caius', ibi ego Caia (onde fores chamado Caio, ali eu serei Caia). Por transmitir a idéia de que a noiva, ao se casar, passa a ter o mesmo nome do noivo, a palavra passou a ser usada como sinônimo de xará.
(Edineiton Pereira Tejo, Olinda, PE)